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AS ARTEIRAS (Um sonho que se sonha só é só um sonho só. Um sonho que se sonha junto é realidade / Raul Seixas)
 

SAMBA DA BENÇÃO

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não.
Senão é como amar uma mulher só linda; e daí? |
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza | F
Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, | A
Qualquer coisa que sente saudade. | L
Um molejo de amor machucado, | A
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, | D
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor | O
E para ser só perdão. |
Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não...
Ponha um pouco de amor numa cadência
e vai ver que ninguém no mundo vence
a beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
e se hoje ele é branco na poesia
se hoje ele é branco na poesia
ele é negro demais no coração


Escrito por ASARTEIRAS@UOL.COM.BR às 22h41
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Encomende já seu chaveiro!!! asarteiras@uol.com.br

Escrito por ASARTEIRAS@UOL.COM.BR às 11h56
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J. BORGES

 
José Francisco Borges, conhecido como J. Borges, nasceu a 20 de dezembro de 1935, no município de Bezerros, Pernambuco, onde deu início a sua vida artística e onde reside até hoje, escrevendo, ilustrando e publicando os seus folhetos.

Ele começou a trabalhar aos dez anos de idade na agricultura, e negociava nas feiras da região, vendendo colheres de pau que ele mesmo fabricava.

Em 1964, começou a escrever folhetos e a fazer xilogravuras, entalhando pinho e imburana.

A década de sessenta foi um marco na vida do artista, sua obra e sua técnica, conhecida por tacos, passou a ser reconhecida nacionalmente como uma atividade cultural.

Com o passar do tempo, em sua oficina montada próximo à sua residência, que inicialmente fabricava figuras para ilustrar apenas suas histórias, chegou a produzir cerca de 200 cordéis e dezenas de xilogravuras de capa.

Hoje essas xilogravuras são impressas em grande quantidades, em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte.

Os temas mais solicitados em seu repertório são: o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrução, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim todo o universo cultural do povo nordestino.

Segundo o artista, dentre todas as xilogravuras que já fez, a sua preferida é a chegada da prostituta no céu, feita em grande estilo em 1976, que devido sua originalidade, foi alvo de atenção e de grande aceitação pelo público.

J. Borges, tornou-se um dos mais famosos xilógrafos de Pernambuco, publicou vários álbuns de xilogravuras e alguns de luxo.

Com a fama, a família de xilogravadores cresceu, incluindo três filhos do artista, um irmão, três sobrinhos e um primo, graças às aulas do grande mestre e artista popular J. Borges, que soube cultivar a semente da arte de criar figuras exóticas a partir das histórias e das lendas populares, que impregnam o espírito do mestiço nordestino.

Fontes consultadas:
BEZERROS das xilogravuras e das máscaras: artesanato em Pernambuco. Suplemento Cultural D.O. PE, Recife, a. 15, p. 33, set. 2000.
XILÓGRAFOS nordestinos. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1977.



Escrito por ASARTEIRAS@UOL.COM.BR às 23h56
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O Grande Mestre da Xilogravura



Escrito por ASARTEIRAS@UOL.COM.BR às 23h54
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